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A NASA anunciou que irá buscar indícios da
existência de vida em Europa, a lua de Júpiter. O plano é enviar uma
sonda robótica para um dos locais vizinhos mais promissores para a
existência de vida fora da Terra, que há tempos discute-se ser um
possível abrigo de possíveis condições de haver algum tipo de vida,
ainda que seja apenas uma projeção.
Europa é uma lua coberta de gelo que acredita-se haver um grande
oceano de água líquida sob esta mesma camada de gelo. Em 2013 astrônomos
anunciaram ter encontrado vapor de água saindo de Europa, aumentando o
interesse e as chances de encontrar algum tipo de vida na lua
jupteriana.
O anúncio veio na forma de uma referência curta e rápida feita pelo
administrador da agência, Charles Bolden, durante a apresentação da
proposta de orçamento da NASA para 2015.
Charles disse que o orçamento da instituição de pesquisa também
inclui verbas para missões a Marte e a formulação de um projeto para uma
missão para a lua de Júpiter. São apenas US$ 15 milhões para iniciar o
projeto, o que é suficiente para analisar as diversas propostas já
feitas para a missão, que não deverá ir ao espaço antes de 2020.
Resta saber se os orçamentos futuros garantirão recursos para uma
missão desse porte: enviar um robô a Júpiter sairá muito mais caro do
que enviar um robô a Marte.
O plano também se estende a incluir missões para visitar
simultaneamente várias luas, missões específicas para Europa e missões
específicas para Encélado, outra lua de Júpiter de grande interesse de
estudo. A principal candidata no páreo é uma sonda robótica ainda sem
nome, que deverá pousar em Europa e tentar perfurar sua camada
superficial de gelo.
Outra candidata é a Europa Clipper, que não teria um módulo de pouso,
mas faria vários sobrevoos rasantes em Europa, em altitudes variando de
2.700 a meros 25 quilômetros.
Serão necessários ainda vários anos até que se defina a missão e a
sonda seja construída. Dentre os desafios técnicos e a radiação intensa
de Júpiter, um dos maiores desafios será manter o interesse financeiro
nas missões e também bastante paciência até que a sonda chegue a
planeta, já que a última enviada levou nada menos que seis anos para
chegar até lá.
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