quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Portugueses criam "nanoarma" para tratar cancro da mama sem cura

Universidade de Coimbra inventa "uma espécie de cápsula” onde foi incluído “um cocktail de fármacos” que consegue debelar o cancro da mama triplo negativo.
Um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) criou uma nanopartícula que consegue combater células tumorais no cancro da mama triplo negativo. O anúncio foi feito esta terça-feira pela UC.

Em declarações à Renascença, o líder do estudo, já publicado na revista científica Biomaterials, João Nuno Moreira explica que essa nanopartícula “é uma espécie de cápsula” onde foi incluído “um cocktail de fármacos” que consegue debelar a doença.
O cancro da mama triplo negativo, que tem uma incidência entre os 15 e os 20%, é um subtipo de cancro muito agressivo e para o qual ainda não existe terapêutica disponível. “A terapia de referência para este tipo de cancro é muito limitada porque se cinge apenas à quimioterapia convencional contra a qual os tumores e as células rapidamente desenvolvem resistência, o que limita a esperança de vida deste tipo de doentes”, explica.
Recorrendo a uma linguagem bélica, o cientista refere que os “tumores sólidos são compostos por diferentes exércitos, cada um com capacidades e armas diferentes para lutar contra os tratamentos que existem”.
“Uma das componentes do nosso trabalho foi identificar uma debilidade, uma fragilidade, que é comum a dois exércitos diferentes”, acrescenta.
João Nuno Moreira refere ainda outra novidade agora alcançada: “Há muitos trabalhos até à data que usam este tipo de estratégia, de base nanotecnológica, mas para veicular apenas um fármaco. O que nós fizemos foi colocar uma combinação de fármacos que tem esta capacidade de atacar dois alvos celulares diferentes em tumores de mama.”
O trabalho desta equipa de investigadores da UC, através do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) das faculdades de Farmácia e de Medicina e da empresa biotecnológica Treat U, já chamou a atenção de uma empresa do sector, mas para já ainda não há quaisquer perspectivas sobre quando é que esta terapêutica poderá estar disponível.
João Nuno Moreira diz ainda que estão a trabalhar para conseguirem aplicar a mesma técnica a outros tipos de cancro que não o da mama.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Viver ate aos 120 anos :-)

Metformina parece ser a droga que nos ira permitir ter uma life span ate aos 120 anos.
Fica aqui o link para a noticia:

Um medicamento de combate à diabetes capaz de nos fazer viver 120 anos?

De acordo com uma pesquisa realizada por cientistas belgas, a metformina, medicamento de combate à diabetes, pode travar o processo de envelhecimento e aumentar o tempo de vida até 120 anos, em seres humanos. Estes são indícios, após estudos em zebras. Mas há estudos anteriores que sugerem o mesmo. O Homem será alvo de estudo em  2016.
Um estudo realizado por um grupo de investigadores concluiu que a metformina – fármaco utilizado para combater a diabetes tipo 2 – poderá funcionar como um elixir da juventude.
Um estudo, citado pelo The Telegraph, realça que este medicamento provocou uma melhoria da saúde e do tempo de vida em animais.
Os resultados foram de tal forma impressionantes que a FDA, a agência norte-americana dos alimentos e medicamentos, permitiu que os investigadores avançassem nesta pesquisa, testando os efeitos daquele medicamento em humanos.
Já em 2016 serão feitos testes em pessoas, nos Estados Unidos, sendo que se abre uma porta para a confirmação, nesses ensaios clínicos, da capacidade da metformina em atrasar o processo de envelhecimento.
Os investigadores belgas estão já a desenvolver o projeto chamado ‘Luta Contra o Envelhecimento com Metformina’.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Mais um passo na cura das doencias degenerativas tipo CANCRO

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Universidade de Coimbra, desenvolveu um novo "veículo" de transporte molecular que permite enviar material genético para dentro das células.

Este trabalho baseia-se na nanotecnologia e foi concebido pela equipa da Universidade de Coimbra nos últimos quatro anos. "É uma espécie de novelo formado pelo emaranhado de um polímero e genes, que assegura o transporte eficaz do material até às células-alvo, protegendo-o e impedindo a sua destruição ao longo do percurso", explicam os coordenadores do estudo, Jorge Coelho e Henrique Faneca. A equipa de investigadores envolvida nesta pesquisa inclui ainda os investigadores Nuno Rocha, Rosemeyre Cordeiro e Dina Farinha (imagem seguinte).

Os resultados da investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), foram tema de capa da última edição da revista científica Macromolecular Bioscience.

Até agora, um dos grandes entraves ao sucesso da aplicação da terapia génica, que consiste em transferir material genético externo para dentro de células-alvo, como forma de corrigir doenças que envolvam factores genéticos, por exemplo o cancro, era o transporte e entrega eficiente do material genético a essas mesmas células.

A solução inovadora criada pela equipa científica portuguesa foi testada em linhas celulares cancerígenas, mas o seu potencial de aplicação estende-se a várias patologias que envolvem fatores genéticos, como as doenças neurodegenerativas.

Nas experiências realizadas, após complexos estudos que permitiram encontrar a estrutura certa do novo polímero com propriedades favoráveis à entrega do material genético, demonstrou-se que os genes chegaram ao destino com sucesso, apresentando o novo nanossistema uma toxicidade reduzida.

Outra característica importante deste "veículo" é o facto de conseguir conduzir uma grande quantidade de genes com uma reduzida porção de polímero», notam os investigadores que pretendem prosseguir com o estudo, agora em modelos animais.