sábado, 1 de março de 2014

Descoberto o processo de metástase do cancro do cérebro

Aqui fica mais um avanço na procura da cura desta maldita doença.
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A metástase é a causa mais comum das mortes por cancro e os tumores cerebrais que nascem através deste processo são dez vezes mais comuns do que os cancros primários. Descoberta pode dar origem a novo fármaco.As células cancerígenas estabelecem-se no cérebro e formam novos tumores ao ajustar-se aos vasos capilares, sintetizando proteínas que bloqueiam as suas defesas naturais, revela um estudo publicado esta sexta-feira pela revista "Cell". 
O trabalho realizado pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center e liderado pelo cientista espanhol Joan Massagué, explica assim o funcionamento no cérebro da metástase, processo pelo qual algumas células cancerígenas escapam do tumor original e se instalam em outros tecidos e órgãos. 
A metástase é a causa mais comum das mortes por cancro e os tumores cerebrais que nascem através deste processo são dez vezes mais comuns que os cancros primários. 
Para chegar até ao cérebro, estas células devem separar-se do tumor que as originou, entrar na corrente sanguínea e atravessar uns vasos sanguíneos densos, denominados "barreira de sangue do cérebro", pelo que a maioria morre antes de implantar-se no cérebro, que está mais protegido que outros órgãos. 
Segundo explica o estudo, quando as células metastizadas chegam ao cérebro encontram outras células (astrocitos) que as forçam a autodestruir-se. 
As únicas que conseguem sobreviver são as que produzem uma proteína que funciona como antídoto. 
Estudando células cancerígenas em cérebros de ratos, os investigadores concluíram que as células sobreviventes crescem juntando-se aos vasos capilares "como um urso panda abraçado a um troco de árvore", explicou Massagué. 
"O abraço é claramente especial", insistiu Massagué, que acrescenta que se uma célula tumoral se separar do vaso, os astrocitos matam-na, enquanto se ficar agarrada obtém nutrientes e protecção e pode ainda começar a dividir-se e a formar um revestimento em torno do vaso capilar. 
Esta descoberta pode vir a converter estas células no objectivo de novos fármacos que diminuam o risco de metástases.

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