Cientistas espanhóis anunciaram hoje o uso pela primeira
vez de terapia de genes para inverter a perda de memória em ratos com
Alzheimer, um avanço que poderá levar a novos medicamentos para tratar a
doença.
A equipa da Universidade Autónoma de Barcelona injetou em
ratos que se encontravam nas fases iniciais da doença um gene que
desencadeia a produção de uma proteína que está, em doentes com
Alzheimer, bloqueada no hipocampo – uma área do cérebro essencial para o
processamento de memórias.
“A proteína que foi reconstituída através da terapia de
genes desencadeia os sinais necessários para ativar os genes envolvidos
na consolidação da memória de longo prazo”, indicou a universidade em
comunicado.
A terapia de genes consiste em transplantar genes em
células do paciente para corrigir a doença que é, de outra forma,
incurável, causada pela falência de um ou outro gene.
A descoberta foi publicada no Journal of Neuroscience e surgiu após quatro anos de investigação.
“A esperança é que este estudo possa levar ao
desenvolvimento de drogas farmacêuticas que possam ativar estes genes em
seres humanos e permitir a recuperação da memória”, disse o líder da
equipa de investigação, Carlos Saura, citado pela agência de notícias
francesa, AFP.
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